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Como aproveitar as baixas taxas de juros do financiamento imobiliário?

Por:Vinicius Nunes

Diante das taxas mais baixas da história de financiamento imobiliário, muita gente está criando coragem para efetivar o sonho da casa própria e até mesmo da casa na praia. O volume de financiamento com recursos da poupança liberado no primeiro semestre de 2020 aumentou 29% se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança).

Mas, afinal, o que é levado em consideração para a concessão de um financiamento habitacional?

Em primeiro lugar, é imprescindível ter uma boa reputação no mercado. Além disto, se você já tem relacionamento com o banco, o seu histórico certamente vai pesar (ou não) a seu favor. Em alguns casos isto contribui para conseguir melhores taxas de juros e até aumentar o percentual financiado. Outro ponto positivo é que dependendo da sua movimentação bancária, o crédito é aprovado até mesmo sem comprovação de renda.

Com a competitividade entre as instituições pelas menores taxas, quem ganha é o cliente. Então mesmo que você não tenha conta em determinado banco, vale a pena tentar a aprovação se a taxa divulgada é boa. Muitas imobiliárias contam com correspondentes autorizados e podem te ajudar a cuidar de tudo, sem necessidade de perder horas e horas na agência. A maioria dos processos é realizada online, e o único documento físico é o contrato de financiamento emitido já no final do processo.

E o que pode atrapalhar a contratação? Ter restrições no CPF (SPC/Serasa) ou pendências protestadas torna praticamente impossível conseguir um financiamento. Além disto, ter um financiamento vigente de outro imóvel, de veículos, empréstimos pessoais ou comprometimentos financeiros similares pode atrapalhar a concessão do crédito. Isto porque estas informações ficam disponíveis em um sistema unificado de consulta pelas instituições financeiras, e mesmo que o banco seja outro, isto pode atrapalhar.

Outro ponto a se considerar é dispor dos recursos para a entrada. Os bancos financiam, em média, até 80% do valor do imóvel, mas isto pode variar de acordo com cada cliente. Se o interessado não possui este montante, a alternativa é tentar negociar a inclusão de um carro ou até um parcelamento, mas, na prática, nem sempre o vendedor está disposto a aceitar.

O que também não pode passar batido é a reserva financeira para cobrir as despesas com documentação, ou seja, as tarifas bancárias, o ITBI pago à prefeitura e o registro do contrato de financiamento no cartório, que giram em torno de 5% do valor do imóvel.

Deixe tudo em ordem e procure uma imobiliária conceituada para negociar. Conte com profissionais que dominam todos os trâmites do processo para evitar dor de cabeça e aproveite o momento antes da alta de preços que se anuncia.

Vinicius Nunes – CRECI 145.140-F