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Os desafios da construção civil na pandemia

Por:Renata Borges e Carolina Yamaguti

Em tempos de pandemia, a construção civil é um dos setores que gera as maiores oportunidades de emprego, mas esse segmento tem sido atingido pelo aumento dos preços do material de construção.

As ameaças de desabastecimento podem prejudicar o setor. Os insumos de aço que são muito utilizados na construção de qualquer edifício, por exemplo, estão em escassez no mercado, como planos, chapas, vergalhões, arames e até pregos, podendo ter as entregas previstas para além de 120 ou 130 dias, um prazo muito fora da realidade antes da pandemia.

Esse cenário tem deixado muitos empresários e construtores apreensivos e isso acaba afetando a entrega de novos empreendimentos, alterando, também, o planejamento de reformas em residências, pois se aumentam os custos dos insumos, consequentemente os lucros diminuem. Em muitos casos, podem levar até a falência da empresa.

Como consequência da elevação nos preços dos materiais, umas das alternativas é a aceleração das obras que já estão em andamento para tentar diminuir os custos fixos, e adiar o início dos novos lançamentos com a esperança de que os valores dos materiais se estabilizem. 

Com o agravamento da situação do país, as empresas não estão podendo funcionar com 100% do seu quadro de funcionário, prejudicando a estabilização da situação, pois, falta mão de obra operária consequentemente.

Infelizmente, muitos estão desestimulados a construir ou reformar não só pela alta dos insumos, mas pela incerteza econômica do país e também em seu ambiente familiar.

O que eu tenho mais visto, é que as pessoas estão planejando a casa dos sonhos, mas deixam claro que a execução da obra não tem data para começar por conta da pandemia levando em consideração a sua exposição ao vírus, mas principalmente pela questão financeira, pois a grande maioria se encontra descapitalizada para arcar com as custas de uma execução de obra.

O que nos resta é torcer pela estabilização do valor dos materiais e principalmente a estabilização econômica, além da vacinação em massa.