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A pandemia e o reflexo no modo de projetar ambientes
Espaços integrados cada vez mais presentes nos projetos residenciais

Projetar vai além de definir os ambientes, a ergonomia do uso, simplificando as intervenções que acarretarão a redução de custos, observando sua localidade para o melhor aproveitamento da luz natural e da corrente de vento presente, respeitando a legislação que muito varia de casa a casa.

Este ato condiz em atender pessoas, proporcionar a sua melhor relação possível com o espaço. E, com este novo normal que nos foi apresentado, a relação “pessoa x espaço” passou a ser ainda mais observado. A pandemia impôs este mergulho na relação.

“Observamos uma crescente demanda no arrumar a casa, desde pequenas reformas, passando por regularizações dos imóveis, até reformas gerais para a valorização do imóvel”, informa o arquiteto Fernando Dalprat, responsável pela Dalarq Arquitetura, que conta com o auxílio da colaboradora arquiteta Roberta Carolina.

 

“O mercado está aquecido, as pessoas querem valorizar o seu bem, o seu uso. Nessa linha, os investidores também estão surfando a mesma onda. Estamos com clientes que são residentes na capital, mas que se encontram, durante toda a pandemia, em suas casas aqui em nosso litoral. Isso passará a ser uma constância. Trabalhar de casa e em qualquer lugar, melhor ainda se puder ser na praia”, frisou o profissional.

 

Segundo Fernando Dalprat, com este cenário, os espaços integrados vão se tornando cada vez mais essenciais nos ambientes. “O convívio é a busca. Interagir com os seus, me parece ter se tornado uma questão de saúde pública”, disse o arquiteto.

Em tempos de tantos smartphones, tablets, notícias ruins e quarentena, o melhor remédio, com certeza, é o convívio familiar, e quando isso pode se dar em ambientes pensados para a família, com certeza a experiencia tende a ser mais leve.